Gestão de Escalas de Serviço


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Introdução
Não existe tarefa mais complexa numa empresa de transportes do que aquela que está por trás da escala de pessoal e viaturas, dia após dia. De facto, são milhares as possibilidades de combinação dos principais elementos de uma escala, cuja dificuldade de elaboração aumenta na presença de determinados factores. Ou seja, dado o número de serviços a realizar em cada dia, há que dispor dos motoristas, cobradores e viaturas necessárias à sua execução.

Serviços - Pessoal - Viaturas: são estes elementos fundamentais duma escala. Assim, a primeira prioridade a ter em conta é de ordem operacional, isto é, estabelecer uma escala de serviço de forma a que nenhum serviço fique por realizar por falta de pessoal ou viaturas. A segunda é de natureza económica, pois ao cometer os serviços aos elementos produtivos ter-se-á que procurar atingir a solução óptima, ou por outras palavras, reduzir ao máximo os custos variáveis que resultem do pagamento de ajudas de custo, horas extraordinárias, folgas, percursos em vazio, etc.

Acresce a tudo isto factores que tornam ainda mais problemática a consecução dos objectivos da escala, nomeadamente, no que respeita ao pessoal, as baixas médicas, os períodos de férias, dias de aniversários (nalgumas empresas) e, no que concerne às viaturas, as avarias, acidentes e alugueres ocasionais, para além das frequências dos próprios serviços.

Perante este universo de variáveis passíveis de conjugar em milhares de combinações possíveis o programa de gestão de escalas assume-se como um instrumento fundamental, dado que permite organizar, sistematizar e tratar toda a informação de uma forma virtualmente impossível num processo exclusivamente manual.

Chapas de Serviço
O conceito chapa de serviço é a base deste programa. É pressuposto que todas as empresas, independentemente da sua dimensão, tenham organizado em unidades lógicas todos os serviços que se realizam com regularidade e ciclicamente, constituindo aquilo que vulgarmente se designa por chapa de serviço. Assim, os serviços a realizar por uma empresa em cada dia serão aqueles que constam em todas as chapas “escaláveis” nessa data mais aqueles de carácter ocasional como, por exemplo, os alugueres.

A construção da chapa através do programa assegura a sua integridade formal, uma vez que impede qualquer colisão entre os serviços que a compõem , facultando, por outro lado, a criação automática de “vazios” e “reservas” que resultem do conteúdo (serviços) definido pelo operador que, em qualquer momento do processo , pode verificar os custos variáveis (horas extras, agente único, ajudas de custo) implícitos na sua estrutura.

Escalas
De uma forma simplista, a escala será a atribuição das chapas de serviço aos elementos disponíveis para as realizarem . Este processo tem por trás um planeamento cuja complexidade varia de empresa para empresa e cujo modelo é normalmente reflexo da sua dimensão.

O programa é flexível de forma a que cada utilizador adopte a forma que lhe é mais conveniente e oportuna.
deste modo, o planeamento pode começar no momento em que se define uma matriz semanal ou quinzenal das chapas de serviço para cada elemento (motorista) da escala, contemplando os períodos escolares e não escolares, ou apenas uma atribuição simples. Definindo-se uma matriz semanal ou quinzenal significará que no momento em que se realiza o planeamento para uma semana ou uma quinzena terá que se identificar em primeiro lugar a respectiva matriz, de forma a que o programa construa a partir daí (atribuindo chapas a cada elemento disponível) a informação que servirá de ponto de partida para o plano de cada dia do período seleccionado.

Assim, a construção da escala para cada dia terá por base em primeiro lugar na informação que existir na forma de plano semanal ou quinzenal. Caso não exista, terá origem na informação das chapas atribuídas por defeito a cada elemento.

Em qualquer fase do processo de elaboração da escala o sistema verifica a disponibilidade de cada elemento para cada dia, controlando situações de folga, férias, baixa médica, folgas atrasadas e licenças . Sistema análogo passa-se em relação ás viaturas, no que respeita aquelas afectas a alugueres ocasionais ou indisponíveis por razões técnicas.

O utilizador pode, no entanto, alterar e completar a escala proposta pelo sistema, o que não invalida que este controle possíveis colisões.

Durante a implementação da escala, e por vezes depois, verificam-se por várias razões desvios ao planeado, tanto no que respeita aos elementos que executaram as chapas como à alteração dos próprios serviços. O programa também contempla o registo das alterações à escala realizados durante a gestão diária, pois só assim é possível